Tire logo, mulher
Tire isso da cabeça
Esqueça isso de viver só
De mal-me-quer e cara fechada
De pedra na mão que afaga
De se esconder
do sol
Você é jovem, mulher
E antes que você cresça
aqueça o inverno de alguém
Não é fraqueza ser feliz
Dar afeto a quem te deu teto
e que um dia não estará mais
aqui
Moça, me dá a tua mão
Eu também sou um irmão
Não queira ver as costas de ninguém
pois nada é pior
ouça, nada é pior
que o desprezo
de quem sempre te quis bem
Tire logo, rapaz
Tire isso da cabeça
Esqueça esse maldizer dos outros
um dia você briga com a pessoa errada
e leva água fria na cara
respeito se constrói
aos poucos
Você é jovem, rapaz
mas os anos passam assim
Acorda desse desespero bobo
e aprende a medir as palavras
que a solidão é o lugar
a solidão é o lar
dos loucos.
(Renato Menezes)
sábado, 31 de maio de 2014
domingo, 30 de março de 2014
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
O Homem Areia
Via o mar dissolver seus pés
E o fogo transmutá-lo em vidro
Alquimia da chuva a desbaratar seus sonhos
De viver e ser e pensar, estar vivo
Ele era todos e nenhum
Deixado na porta de cada casa
Varrido da vida de cada uma
Nos densos grãos se afogava
E foi atrás de um grande deserto
Correntes marítimas o carregaram
Entre mares azuis e trovoadas
Semeou seus grãos por todo o Saara
Sua porção homem se exaurira
Sua porção areia se encontrara.
(Renato Menežes)
E o fogo transmutá-lo em vidro
Alquimia da chuva a desbaratar seus sonhos
De viver e ser e pensar, estar vivo
Ele era todos e nenhum
Deixado na porta de cada casa
Varrido da vida de cada uma
Nos densos grãos se afogava
E foi atrás de um grande deserto
Correntes marítimas o carregaram
Entre mares azuis e trovoadas
Semeou seus grãos por todo o Saara
Sua porção homem se exaurira
Sua porção areia se encontrara.
(Renato Menežes)
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