É tudo sobre o nada
Sobre o caos formado no pleno vazio
Sobre o medo plantado no jardim infantil
Revira a terra sob cada ato
É tudo sobre o nada
Esses olhares tortos, essas bocas tortas
Essas páginas em branco, que invisíveis
Flutuam sobre o quarto
Sobre pessoas que não existem
Sobre memórias que não importam
Dois egos nos expulsam da cama
E eu te amo; tu me amas
Na mais inescrutável compreensão
Desta invenção humana.
(Renato Menežes)
T u d o s o b r e o n a d a
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